terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sono



Sinto dor e febre
E uma tremedeira quente pelas vertebras.
Pelos músculos
Treme suave.
Mas treme.
Será que falta de alguma coisa?
Será que é sobra?
O coração bate descomapassadamente,
as vezes arrisco dizer que não sei oque eu quero.
De algo que já tinha me decidido pra sempre.
Vejo como não há pra sempre.
Também sinto saudades,
E a febre não se passa,
E estou ainda acordado,
Com jeito de quem não durmia,
Com peso nas costas, doidas.
Lastimadamente me atiro de cima dos cílios
Até fechar a palpebra e dormir.
E sem que eu note, de mim mesmo, vai passando tudo
E já é outro dia.
Estou vivo.

Cassiano Pellenz

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